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domingo, 18 de julho de 2010

A polêmica questão sexual entre Bella e Edward

Este post eu li no Blog Twilight Mania e resolvi colar aqui pra vocês darem uma lida. Trata-se de uma polêmica criada em todo o Brasil que ao meu ver é desnecessária. As pessoas são livres para fazerem e pensarem o que quiserem, mas criticar uma obra literária porquê o "mocinho" decidiu respeitar a "mocinha", façam-me o favor. Quando aparece um exemplo de um cara respeitoso com a mulher o povo reclama, e se o cara é um tarado também reclamam. Vai entender....



Com vocês, o post de MÔNICA MARINHO.

Um dos assuntos que mais têm mexido com a cabeça dos anti-Crepúsculos é a questão sexual entre Bella e Edward. Na cabeça deles, é inconcebível que a mocinha da história esteja ávida para "dar" e o vampirão gostosão amarele na hora "H". Pior ainda, que ele imponha a condição de só "comê-la" depois do casamento. "Como assim?", se questionam eles. E, sem terem lido os livros (ou lido alguns trechos ou parte), baseados apenas nos filmes, chegam à conclusão que o "Edward" deve ser meio "afeminado". Os "garanhões" não se conformam com a postura do personagem de Stephenie Meyer. Afinal, é assim que a nossa cultura machista dita que deve ser: se a menina deu mole, pega. Não é assim? 

Pois bem, lendo os livros e analisando a personalidade de "Edward" (descrito do ponto de vista de Bella e do seu próprio, em "Midnight Sun"), eu até acredito que se não houvesse o empecilho fatal de ser ele um vampiro, o príncipe do Volvo prata também não teria aguentado ao natural instinto masculino de ceder ao desejo. Já teria mandado ver. Afinal, oportunidade e vontade (mútua) não faltou. O problema é que ele não está a mercê apenas do desejo masculino, mas também do desejo vampírico. Ambos, se formos pensar bem, são instintos animalescos e bem irracionais. É apenas o prazer pelo prazer. Há quem diga que quando um homem está excitado, é a "cabeça de baixo" (sic) quem comanda. Agora pensem nessa irracionalidade masculina, num momento de excitação, somada à irracionalidade vampírica, cujo prazer está em satisfazer seu principal desejo: matar a eterna sede de sangue. Pensaram? Um vampiro comum, comeria Bella duas vezes, se é que me entendem. Mataria o desejo das suas duas partes: do homem e do vampiro. 


Edward sabe disso e, apesar de já conseguir conter seu lado vampiro, ao ponto de estar perto de Bella, beijá-la e abraçá-la sem ceder a vontade de matá-la e provar daquele delicioso sangue que tanto o atrai, o rapaz ainda tem que controlar o lado masculino, que quer possuí-la sexualmente. Ele não pode deixar que o lado homem - que é o lado racional, que o faz se controlar - perca o controle. Ele sabe que é muito forte e desconhece como seria investir toda essa força sobre a frágil Bella, num momento de total descontrole, caso o animal assassino assuma a direção da situação. Já deve ser uma merda pra ele, ter que abraçá-la como se abraçasse um manequim feito de espuma de sabão ou de chantily, sem vê-la se desmanchar em suas mãos (ok, exagerei na comparação, mas foi só para caricaturizar a situação). Ou beijá-la sentindo seus dentes tão próximos do sangue quente pulsando em sua jugular e ainda assim não cravá-los nela. E todo esse puta sacrifício ele só faz por um motivo: porque ele se apaixonou por ela. Mais que isso: ele a ama ao ponto de não querer que nenhum mal lhe suceda. Principalmente que esse mal parta dele. 


Daí Edward fica se segurando e protelando esse momento, na triste luta interior em querer tê-la e saber que só poderá fazer isso com segurança quando ela for como ele, e não querer que ela se transforme no monstro sem alma que ele acha que é. E como se não bastasse isso, ainda tem que contar com a insistência de Bella, que não entende esse conflito, e com o risco de perdê-la pro concorrente: um lobo quente e descamisado. 


A gente já sabe que no final dá tudo certo. Que Edward e Bella têm o seu momento de amor. Ainda assim acho que as primeiras vezes não devem ter sido nada fáceis pra ele. Transferir o desejo de apertá-la, chupá-la (perdoem o termo, mas não encontrei outro) e mordê-la para a cama, colchão e travesseiros, deve ter lhe custado muito esforço "tântrico". E olha que, ainda assim, chegou às vias de fato. A gravidez de Bella é prova disso.


Ou seja: Edward, apesar de ser mostrado no filme como um cara inseguro e até meio bobão, é muito mais complexo e admirável. Ele escolhe não ceder ao instinto assassino por amor. Ele muda por Bella. Isto sem contar que é a primeira vez que o cara se apaixona.


Para Edward seria fácil possuí-la quando quisesse, bastaria utilizar seu poder de sedução inebriante, própria dos vampiros. Quantas vezes Bella quase desfaleceu em seus braços apenas com um quase-beijo... Apenas um olhar mais desejoso ou um sussurro lhe faria parar de respirar. Afinal, estamos falando de uma adolescente virgem e totalmente apaixonada, e de um homem lindo, extremamente sedutor e experiente. Talvez Stephenie tivesse explorado mais os desejos de ambos e descrito isso de forma mais clara se o público alvo da saga não fossem os adolescentes. No Brasil temos uma certa liberdade no que diz respeito a assuntos ligados a sexualidade nas publicações que circulam por aqui. Mas nos EUA, há uma forte fiscalização e uma grande censura no que diz respeito a este assunto. Se um livro se propõe a ser destinado ao público adolescente, então ele deve possuir um conteúdo próprio, "não proibido". Por isso tantos marmanjos que se interessaram pelos livros da saga acabam tendo a sensação de que "faltava algo". E mesmo com toda essa preocupação, a saga Crepúsculo chegou a entrar para a "lista de livros proibidos" divulgada pela Associação Americana de Bibliotecas (ALA, na sigla em inglês). O motivo? Histórias sobrenaturais e de conteúdo sexual - alega a entidade. 


Para quem se interessar em ler sobre a lua-de-mel de Edward e Bella, tenho dois links de versões que tiveram que ser modificadas por Stephenie Meyer pois foram censuradas para o público em questão.
2) http://www.scribd.com/doc/15019264/Lua-de-Mel-censurada-Edward-e-Bella-2-versao


Então, antes de fazer qualquer julgamento do personagem, se informem, para não sair falando merda por aí ou pagando mico em videozinho no youtube.


segunda-feira, 27 de outubro de 2008

"Só trabalho sem diversão faz de Jack um bobão"

Esta é uma frase do livro "O Iluminado", de Stephen King, o qual eu já li 2 vezes e já vi e revi o filme umas 300 vezes. Eu colei aqui um Spoiler do enredo do livro, pra atiçar a curiosidade de vocês. Espero que gostem.

* * *

Jack Torrance é um escritor que está tentando reconstruir a vida de sua família e, principalmente, a sua, tentanto se curar do alcoolismo que o fez quebrar o braço de seu filho Danny quando este tinha apenas três anos de idade, e agredir um aluno na escola New England, custando o seu emprego de professor.

Ele aceita o trabalho de zelador de inverno no isolado e imenso resort hotel Overlook, cujo passado é fantasmagórico. Esperando para provar a todos que ele se recuperou do alcoolismo, e agora tornou-se uma pessoa responsável, Jack Torrance se muda para o Hotel Overlook com sua esposa, Wendy, e o jovem filho, Danny, que é telepático e sensivo a forças sobrenaturais.

Logo após a família chegar no hotel, Danny e o chef do hotel, Dick Hallorann, tem uma breve conversa particular. Eles conversam sobre o talento telepático de Danny e a natureza sinistra do hotel. Dick informa Danny que ele também tem essa habilidade, que, como a avó de Dick Halloran costumava dizer, chama-se "shining" ou "iluminação". Na conversa, Dick também avisa Danny para evitar o quarto 217 a todos os custos, e tenta tranquilizar Danny que as coisas que ele irá ver são como "figuras em um livro" e "Eu não acho que essas coisas (se referindo as coisas que Danny verá) possam machucar alguém". A conversa termina com Dick dizendo a Danny "Se tiver algum problema... dê uma chamada (telepática)".

O hotel carrega forças sobrenaturais malignas do passado. Danny, que tem premonições do perigo do hotel para a sua família, começa a ver fantasmas e visões assustadoras do passado do hotel, mas lembra que elas não são assustadoras agora, no presente. Ele não conta aos seus pais sobre as visões, pois ele sabe a importância do trabalho para o seu pai e o futuro de sua família.

Tendo dificuldades em possuir Danny, o hotel começa a possuir Jack, tirando dele a sua vontade e desejo de trabalhar. Como Jack começa a agir de modo estranho, o fantasma sinistro do hotel gradativamente acaba possuindo-o. Então, Jack, possuido pelas forças sobrenaturais e sinistras do hotel, passa a querer matar Wendy e Danny, no desejo de absorver as habilidades psíquicas de Danny. Wendy e Danny acabam prendendo Jack na despensa do hotel, espécie de local para armazenar coisas, mas o fantasma de Delbert Grady, um dos zeladores do Hotel Overlook (que assassinou sua família e depois cometeu suicídio com um tiro na boca) o solta.

Nesse momento, Wendy descobre que estão completamente isolados no hotel e, Jack, destruiu o snowmobile ("carro" próprio para andar na neve) do hotel. Uma perigosa batalha ocorre entre Wendy e Jack/O Hotel. Jack/O Hotel, usando um dos malhos do hotel, planeja matá-la, porém ela o golpeia nas costas com uma larga faca de cozinheiro. Wendy foge, Jack/O Hotel a persegue.
Nesse momento, Dick Hallorann, o qual Danny chamou para o hotel através de sua iluminação, está a caminho do Hotel Overlook para investigar. Jack/O Hotel deixa Wendy no banheiro e se atenta a matar Dick Hallorann, destruindo seu maxilar e dando-lhe uma concussão com o malho. Jack/O Hotel então começa a perseguir Danny. Danny escapa por lembrar que Jack/O Hotel tem que fazer algo com a caldeira no porão, que vai queimar e destruir todo o hotel. Jack/O Hotel corre rapidamente para o porão, enquanto Danny, Wendy e Hallorann abandonam o hotel, que imediatamente explode. A novela termina com Danny e Wendy indo passar o verão em um resort no Maine, onde Dick Halloran é o cozinheiro chefe.

Obtido em "http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Iluminado_(livro)"